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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Flamengo não está em promoção

Não sou um aficionado por partidas de futebol, nem tão pouco é comum gastar meu tempo em assistir amistosos. Um flaflu?! Esporadicamente a convite de meu tio ou primo, diga-se de passagem, estes sim são exemplares flamenguistas. Do campeonato detenho-me a final, esta me atrai. Pra mim ela começa desde os comentários sobre o jogo, provocações saudáveis, uma brincadeira com o time rival, artilheiro ou mesmo conversas sobre a escalação para o grande dia. Quando a final torna-se passado, e como de costume o flamengo leva o título, eu no máximo estarei com a camisa rubro-negra, presente dado pelo citado tio, é justo lembrar, e dali avante continuará minha vida. O caro leitor já pode idealizar que não sou um exímio torcedor, mas com isto não conclua que meu coração não é rubro-negro. Digo que é, mas acho razões para quem duvida. Esta paixão questionada renova-se a cada título e até mesmo a cada amistoso que saímos com a vitória, mesmo que o resultado eu apenas saiba por tabela, no dia seguinte, através dos colegas de faculdade ou das notícias esportivas dos telejornais. Inobstante, ontem tive outra vez a oportunidade de renovar o orgulho pelo, repetidamente citado, flamengo. Objetivando comprar um tênis, estava eu em uma loja de artigos esportivos. Enquanto o vendedor fora buscar o número por mim solicitado, demorei-me a vislumbrar camisas, de inúmeras equipes de futebol, que estavam dispostas em cabides sobre uma estrutura à altura dos olhos, algumas belíssimas, outras extravagantes, de acordo com meu conceito. Ao lado delas, em uma mesa de tamanho considerável, setas indicavam “promoção”, "apenas R$ 9,90", apontava uma delas. Desviei-me para a mesa, nela também várias camisas de times. Muito embora não oficiais, a qualidade era superior ao preço. Após alguns demorados segundos de busca pela cor vermelha no meio daquele emaranhado de tecidos, apenas a do guarani de Juazeiro do Norte achei, inúmeras camisas do Vasco atrapalhavam as buscas, não pretendo rebaixar vascaínos com este relato, é verídico o que escrevo mesmo sendo cômico e trágico para eles. Pedi então auxílio para minha irmã que me acompanhava. Sem triunfo. De posse dos tênis o vendedor chegara, foi quando perguntei: - Sabe informar se há camisa do flamengo nesta promoção? Então, após um sorriso sutil, ele respondeu o que me motivou a escrever esta crônica. - A do flamengo não dá tempo ir pra promoção. Cômico e trágico para mim também que não poderei comprar a camisa do mengo com um bom desconto. -Não parece! Mas ainda bem que sou flamengo.

Daniel Victor Coriolano - M11

Um comentário:

Welida G. Sales disse...

Adorei Daniel. Você conseguiu descrever o sentimento de ser Flamenguista de uma forma muito sutil e requintada. Parabéns!

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